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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Soprando Velinhas: Wankabuki completa oito anos

Todos os integrantes do grupo na 5ª edição do Invadindo a Praça

Em agosto de 2003, um grupo de alunas do curso de Letras da Universidade Federal de Rondônia, Campus de Vilhena, começou a se reunir aos sábados no auditório da Universidade para discutir textos literários: poesia, teatro, contos e conversar sobre artes. Na UNIR, existia, ainda, o grupo de teatro encabeçado pelo Prof. Oswaldo Gomes de Oliveira e outras alunas do curso de Letras. Esses dois grupos passaram então a fazer as reuniões juntos, começaram a discutir e ensaiar o texto de João Cabral de Melo Neto, Morte e Vida Severina, surgiu então, o grupo de Teatro da Unir, que algum tempo depois passou a chamar-se Grupo de Teatro Wankabuki.

Após a estreia do texto consagrado de João Cabral, o grupo entendeu que precisava trabalhar com elementos mais regionais, e, em 2005, foi montado A lenda da Ecologia, texto do Prof. Oswaldo Gomes de Oliveira. Essa peça foi apresentada em vários eventos na UNIR e em fóruns realizados na cidade, além de participar do festival de Teatro Coração de Rondônia, na cidade de Ji-Paraná.

O grupo sempre voltado às questões literárias e acadêmicas, começa, então, a estudar textos de Castro Alves e Carlos Drummond, montam-se, assim, dois espetáculos em 2006, Tragédia no Lar e Vai Carlos, ser Gauche na Vida!, ambos adaptações de poesias dos poetas citados.

Além dessas montagens, o grupo manteve uma oficina permanente, pois estava sempre recebendo novos adeptos do teatro, jovens da comunidade e alunos de diversos cursos da Universidade. De 2003 a 2008 passaram pelo grupo cerca de 20 pessoas. Em 2009, o grupo se desvincula da UNIR e passa a fazer ensaios em espaços cedidos pela Prefeitura Municipal, primeiro no Auditório da Prefeitura, depois no Centro de Treinamento, onde permaneceu por cerca de dois anos e recentemente no espaço do CRAS.

A partir de 2009, o grupo surge com uma nova roupagem, com o espetáculo Perdidos na Floresta, de Antero de Sales, peça infantil, com abertura para ser apresentado em qualquer espaço. Assim, o Wankabuki, passa a voltar-se menos para o teatro de caixa e aproximar-se do teatro para espaços abertos. Surgem propostas de apresentações em escolas e em outros municípios. Em, 2009 e 2010, participa do Aldeia Guaporé de Artes, em Ji-Paraná e do Cultura SESC Itinerante em Vilhena, ambos projetos do SESC. Em 2010, o grupo de teatro transforma-se em ATEW - Associação de Teatro e Educação Wankabuki, passando a funcionar como entidade jurídica. Começa, então, o ciclo de Oficinas anuais, a primeira acontece em abril e dela surge o espetáculo de poesias José e Cia, adaptação de poesias de Carlos Drummond e outros poetas por Núbia Rodrigues e Valdete Sousa.

Em 2010, surge o projeto Invadindo a Praça, realizado pela primeira vez em novembro de 2010, com os alunos da I Oficina de Teatro Cena Aberta. Com a abertura do Edital do Banco da Amazônia, é inscrito e vence o certame. Em Março de 2011, é realizado o II Invadindo a Praça e, em abril, a II Oficina Cena Aberta. A partir de maio, começam as edições do projeto já com o recurso do Banco da Amazônia, sendo realizado Invadindo a Praça: 3ª edição (Maio), 4ª edição (Junho), 5ª edição (Julho), 6ª edição ( Agosto).

Dentro do Projeto Invadindo a Praça estão os espetáculos recentes do Wankabuki: O amor de Colombina de Valdete Sousa, Jujubinha e Paçoquinha em Travessuras e Gostosuras de Valdete Sousa, Lembranças de outros tempos de Núbia Rodrigues. Além de performances artísticas criadas e executadas pelos atores Rafael Nunes com O bem e o mal, Núbia Rodrigues com Auto-retrato, Alan Souza e Isabela Tabalipa com Paranóia, Lu Rodrigues e Shely Lisboa com Teatro pra quê?, A personagem da Velhinha Maluquete, criada e executada por Lu Rodrigues, fazendo contação de histórias, além da presença da boneca Laura, um mamulengo de dois metros de altura, também criada por Lu Rodrigues. Ainda, pelo projeto Invadindo a Praça, o grupo desenvolve habilidade de malabarismos com bolas e Swing Poe que são apresentadas em todas as edições, pelas malabaristas Shely Lisboa, Isabela Tabalipa e Dani Gonçalves..

Ao longo desses oito anos de história, o Wankabuki caminhou por diversas formas do fazer artístico, passando do drama ao cômico, e sempre buscando formação, seja em oficinas em outros municípios e na capital, seja em grupos de estudos ou mesmo na realização de Oficinas para a comunidade. O grupo investe na formação de público e de artistas, na formação de pessoas capacitadas para o fazer artístico.

Nesse momento, em que o Wankabuki completa oito anos de existência, o estado de Rondônia passa por uma fase importante no teatro, pois é palco, a três anos, do maior festival de teatro de rua da região norte, o Amazônia encena na Rua, realizado pelo grupo O Imaginário, em Porto Velho. Essa ação que trás para o estado artistas de diversas partes do país acaba refletindo nas ações dos grupos do estado inteiro. O projeto Invadindo a Praça é fruto das idéias surgidas nas oficinas do Amazônia Encena, pois, alguns integrantes do Wankabuki vêm participando todos os anos deste festival, não em apresentações, mas nas oficinas, nos debates e nas trocas de informações com grupos da Amazônia legal e de outros lugares do país.

Atualmente, o grupo está com uma equipe de nove integrantes: Cledemar Jeferson, Daniele Gonçalves, Débora Azevedo, Isabela Tabalipa, Lu Rodrigues, Núbia Rodrigues, Rafael Nunes, Shely Lisboa e Valdete Sousa. Em nome de todos os integrantes do Wankabuki fica o agradecimento a todas as pessoas que já passaram pelo grupo, e contribuíram para o seu desenvolvimento, ás que incentivam, assistem, apóiam e patrocinam. Fica também, o convive a quem ainda não assistiu nenhum espetáculo do grupo, venha participar do projeto Invadindo a Praça, uma vez por mês nas ruas e praças do município, a próxima edição será na Praça do Shopping, na Av. Brigadeiro Eduardo Gomes, para o mês de setembro com data a confirmar.

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O grupo de Teatro Wankabuki surgiu na Universidade Federal de Rondônia, em agosto de 2003, começaram as reuniões aos sábados no auditório da Unir.O primeiro espetáculo montado pelo grupo foi Morte e Vida Severina uma adaptação do texto de João Cabral de Melo e Neto, feita por Luiz Antônio de Araújo.Em seguida, o grupo montou A Lenda da Ecologia texto do Prof. Oswaldo Gomes que estreou em 20 de julho de 2005. A peça participou do Festival de Teatro Coração de Rondônia, no município de Ji-paraná em agosto desse ano.Em 2006 são montados mais dois espetáculos: Vai, Carlos! Ser Gauche na vida que estréia em 07 de abril e Tragédia no lar apresentado pela primeira vez na escola Wilson Camargo para os alunos do período noturno. Os dois espetáculos são adaptações das poesias, respectivamente, de Carlos Drummond de Andrade e Castro Alves. Em 2009, estreia Perdidos na Floresta texto de Antero de Sales e o grupo inicia os trabalhos para se institucionalizar, em janeiro de 2010, o grupo de Teatro Wankabuki consegue seu registro, com a Razão social de ATEW - Associação de Teatro e Educação Wankabuki.







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