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terça-feira, 31 de julho de 2012

O que acontece no V Amazônia Encena na Rua? - II Parte


A Arena da Estrada de Ferro Madeira Mamoré sem nenhum espaço vazio e uma roda de pessoas envolvendo o local demarcado para as apresentações, essa foi a imagem que o público visualizou ao chegar no Complexo da Estrada de Ferro, no domingo, 29, último dia de apresentações do V Festival de Teatro Amazônia Encena na Rua.

            Público do dia 29, domingo.            Foto: Herbert Weil

Até o dia 29, passaram pela Arena da estrada de ferro diversos grupos, já falamos de alguns na postagem anterior e continuaremos nesta postagem. No dia 24, Terça-feira passou pela Arena o grupo de Teatro do SESI de Porto Velho com a Amazônia e a Princesa da Mata, produção que apresentou um belíssimo figurino. O Grupo Manjericão de Porto Alegre com As histórias de João Pé-de-Chinelo, monólogo encenado pelo ator Márcio Silveira que  mostra a história de um papeleiro que vive nas ruas, parques e praças catando materiais recicláveis. O teatro Imaginário de Maracangalha de Campo Grande (MS) fechou a noite com TEKOHA -  Ritual de vida e morte do deus pequeno, que narra a história de Marçal de Souza dos índios Guaranis no Mato Grosso do Sul. 


Teatro Imaginario de Maracangalha, Campo Grande(MS)   Foto: Valdete Sousa


A noite de quarta-feira, 25, iniciou-se com a dupla de palhaços Zão e Zoraida do grupo UEBA de Caxias do Sul(RS) que encantou o público com suas histórias em busca da felicidade, a simplicidade das piadas deixou as crianças e os adultos vidrados no espetáculo. O Palhaço Joca do Grupo Eureca de Macapá(AP), a exemplo dos últimos anos, roubou a cena com o espetáculo a Língua solta do Palhaço Joca. A noite encerra-se com A Cruz e a Moça da Cia Cacos de Teatro de Manaus(AM) que utilizando a linguagem da dança e da literatura de cordel fez um belíssimo espetáculo, leve, engraçado e surpreendente.

            Cia Cacos de Teatro, Manaus(AM)       Foto:Herbert Weil

A trupe do Palhaço Sorriso de Porto Velho(RO), inicia a noite de Quinta-feira, 26, com "Pelas barbas do Mandi e pelo suco do Açaí, apareceu um palhaço aqui" um show de malabarismo, equilibrismo, mágica e muita palhaçada, um circo inteiro dentro de uma mesma Companhia. O Juiz de Paz na Roça com o MAPI (Movimento, Arte, Pesquisa e Investigação) de Porto Velho(RO), trouxe uma montagem da obra de Martins Pena. O grupo Locômbia Teatro de  Andanças de Boa Vista (RR), fechou a noite com o espetáculo Mar Acá que trata das transformações culturais sofridas pelos índios, o grupo consegue inovar mesmo em um tema tão recorrente, utilizando-se da mímica, de música ao vivo, de personagens do folclore brasileiro e peruano.

        Grupo Locômbia teatro de Andanças de Boa Vista(RR)      Foto: Herbert Weil


Um espetáculo de Porto Velho abre a noite de Sexta-feira, 27, Julieta de Bela Flor, com o Grupo de Teatro Evolução,  que através de músicas e histórias da região norte contam a história das irmãs Lavousiê.  A dupla de Palhaços Pato e Laranjinha enlouqueceram o público e utilizando-se do humor pastelão arrancaram boas risadas de todos. João Cheroso e João do Céu entram em cena vendendo cordel e contando a história de Luiz Gonzaga, assim iluminam a noite ao fazer o público cantar em coral obras consagradas do Rei do Baião.  
        A dupla de Palhaços Pato e Laranjinha      Foto: Herbert Weil 
A noite de sábado, 28, foi marcada por grandes espetáculos de dança, dança do ventre com Thallisson Lopes que deu um show juntos com suas bailarinas. O grupo Locômbia teatro de andanças de  Boa Vista(RR) trouxe Odissi uma dança clássica da Índia que relembra a simbologia da Yoga e da meditação. A Cia. Será o Benedito? Rio de Janeiro(RJ) Entra em cena com Poropopó, espetáculo que mostra as aventuras de uma família de palhaços em busca de um grande número. E os anfitriões, o Grupo Imaginário, fecha a noite de sábado com Ferrovia dos Invisíveis, uma homenagem aos 100 anos da Estrada de Ferro Madeira Mamoré.
           Cia. Será o Benedito?      Foto: Herbert Weil
A última noite do Festival é marcada pelas grande atrações do Circo de Arena, todos os circences que passaram pelo picadeiro do Encena, voltam e realizam números ainda mais atraentes, a Trupe do Palhaço Sorriso fez um surpreendente número de Pirofagia que deixou a arena, que nesse momento estava super lotada, em um grande suspense, com todas as luzes apagadas e iluminados apenas pelas labaredas que vinham do centro da arena. A Cia. Cata e Conta trás as surpreendentes Histórias de Maga, uma lavadeiras cheia de sonhos e histórias para contar. Em seguida, as Histórias do Circo sem Lona da Cia Tia de Teatro, entra em cena com as artimanhas de dois palhaços que não tem muitos dotes e precisam ganhar  a vida. E para encerrar o Festival O Grupo Imaginário re-apresenta a Ferrovia dos Invisíveis.

     Trupe do Palhaço Sorriso Porto Velho(RO)    Foto: Herbert Weil
Nos nove dias de Festival foram mais de 27 espetáculos teatrais e outros tantos espetáculos de dança, além de apresentações voluntárias e improvisadas. Muitos debates no Seminário que aconteceu durante as tardes e pela manhã as Oficinas proporcionaram novos conhecimentos aos grupos. Nos espaços do Amazônia Encena houve aprendizado, troca, amizades, descontração, alegria. Que venha o VI Amazônia Encena na Rua, 2013 será ainda melhor, pois esperamos que os grupos de Porto Velho estejam ainda mais fortes e mais participativos dentro do Festival, que os grupos do interior do estado também estejam por lá, pois as informações que circulam neste espaço criado pelo Festival devem ser propagadas para todos os municípios do estado.  
                Oficina de Commedia del'Art     Foto: Valdete Sousa

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O grupo de Teatro Wankabuki surgiu na Universidade Federal de Rondônia, em agosto de 2003, começaram as reuniões aos sábados no auditório da Unir.O primeiro espetáculo montado pelo grupo foi Morte e Vida Severina uma adaptação do texto de João Cabral de Melo e Neto, feita por Luiz Antônio de Araújo.Em seguida, o grupo montou A Lenda da Ecologia texto do Prof. Oswaldo Gomes que estreou em 20 de julho de 2005. A peça participou do Festival de Teatro Coração de Rondônia, no município de Ji-paraná em agosto desse ano.Em 2006 são montados mais dois espetáculos: Vai, Carlos! Ser Gauche na vida que estréia em 07 de abril e Tragédia no lar apresentado pela primeira vez na escola Wilson Camargo para os alunos do período noturno. Os dois espetáculos são adaptações das poesias, respectivamente, de Carlos Drummond de Andrade e Castro Alves. Em 2009, estreia Perdidos na Floresta texto de Antero de Sales e o grupo inicia os trabalhos para se institucionalizar, em janeiro de 2010, o grupo de Teatro Wankabuki consegue seu registro, com a Razão social de ATEW - Associação de Teatro e Educação Wankabuki.







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