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sábado, 28 de julho de 2012

O que acontece no V Amazônia Encena na Rua?

Há sete dias que a mesma cena se repete: a arena da Estrada de Ferro Madeira Mamoré se ilumina, o som vai sendo ajustado pelos técnicos e os espaços na grande escadaria vão se preenchendo. Uma após outra as pessoas vão chegando. O apresentador do espetáculo anima o público e pronto, começa mais uma noite de grandes emoções da V edição do Festival de Teatro Amazônia Encena na Rua.

E desta maneira, o público da capital assistiu até sexta-feira, 27 espetáculos de dança e teatro de grupos de diversas partes do Brasil e da América Latina. Na noite de 22(domingo) a Cia. Juglarte de Guatire, Estado Miranda, Venezuela, apresentou o espetáculo La Imaginacion uma dupla de palhaços que acreditam ser grandes malabaristas e que transformam a cenas de malabares em grandes truques com muito humor e com a participação do público. No mesmo dia a Lamira Cia. de dança de Palmas(TO) fez os olhos do público brilhar com o espetáculo Do Repente, uma verdadeira mostra de criatividade, a cia traz através da dança contemporânea o Romanceiro popular do nordeste brasileiro de forma viva e audaz o público vibrou ao final da apresentação que foi aplaudida de pé.
Lamira cia. de dança de Palmas(TO)    FOTO: Herbert Weil


Melhor dizendo, a noite de domingo(22) foi repleta de grandes apresentações que prenderam o público de alguma maneira a permanecer na Arena até o final dos espetáculos. A cia. de Teatro nu escuro trouxe o espetáculo carro caído que é de maneira simples e cômica adaptou um conto de Câmara Cascudo e conta a história de Rubião um sujeito valente que tem uma estranha mania de falar nomes de santos misturados com nome de demônio. No decorrer do espetáculo os personagens vão ganhando forma e revelando-se ao público, o espetáculo dialoga diretamente com a platéia, os personagens valentes, os covardes, os vilões nem tão maus e os mocinhos nem tão bons são o diferencial e aproximam os personagens da realidade, pois ninguém é todo mau e nem todo bem. O Grupo Corpos Teatro Independente de Teresina(PI) fecha a noite de domingo com O Auto da Folia de Reis um musical Infantil construído a partir de quadras, lendas, parlendas, cantigas de roda e personagens folclóricos. O diferencial do espetáculo é o figurino rico em detalhes e cores vibrantes, além da maneira como apresentam-se formulados os personagens folclóricos:o jaraguá, a Ema, o boizinho.
Grupo Corpos teatro Independente de Teresina (PI)   FOTO: Valdete Sousa



A noite de segunda-feira(23) inicia-se pela Encantoria do grupo Experimental de Teatro de Rua e Floresta Vivarte, que realmente encanta pela habilidade musical e pelo conhecimento que demonstra ter da cultura dos povos da floresta, a maneira respeitosa que o espetáculo trata os símbolos, as lendas, as danças e os costumes oriundos da cultura popular e os saberes dos povos nativos. O segundo espetáculo da noite A paixão de Dionísio do GTRUA(Grupo de Teatro de Rua) de Belém(PA) conta a história do teatro ocidental utilizando-se de recursos simples, coloca em cena personagens do cotidiano: 2 garis e um vendedor ambulante e vale-se da simplicidade destes personagens para contar mais de 2 mil anos de história. O espetáculo que fecha a noite faz jus ao nome espetáculo, o grupo Buraco d'Oráculo de São Paulo(SP) entra em cena com Ser TÃO Ser - Narrativas da Outra Margem e deixa o público muito a vontade ao preparar um café no centro da Arena e logo em seguida servir às pessoas, enquanto conta sua história a personagem  passa um cafezinho e o público vai tomando café e se identificando com cada imigrante que passa pela cena. A história desenrola-se e o público assemelha-se cada vez mais com cada um dos personagens. Uma mostra da luta dos povos que abandonam sua terra em busca de novas perspectivas e encontra por onde passa mais luta e dificuldades.  


                                       Grupo Vivarte              FOTO: Valdete Sousa

                              Grupo Buraco d'Oráculo     FOTO: Valdete Sousa


Além desses espetáculos, passaram pela Arena da estrada de ferro até o momento, O grupo de Teatro do Sesi de Porto Velho com a Amazônia e a Princesa da Mata, o Grupo Manjericão de Porto Alegre com as histórias de João Pé-de-Chinelo, O teatro Imaginário de Maracangalha de Campo Grande (MS) TEKOHA -  Ritual de vida e morte do deus pequeno, Zão e Zoraida do grupo UEBA de Caxias do Sul(RS). Grupo Eureca com a Língua solta do Palhaço Joca de Macapá(AP), A Cruz e a moça da Cia Cacos de Teatro de Manaus(AM), Pelas barbas do Mandi e pelo suco do Açaí, apareceu um palhaço aqui com a trupe do Palhaço Sorriso de Porto Velho(RO), O Juiz de Paz na Roça com o MAPI(Movimento, Arte, Pesquisa e investigação de Proto Velho(RO) e o grupo Locômbia Teatro de  Andanças com o espetáculo Mar Acá de Boa Vista (RR). Faremos uma espanação sobre estes últimos espetáculos na próxima postagem junto com o fechamento do festival.



2 comentários:

  1. muito bom :0) q alegria ... como consigo estas fotos do vivarte ...

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  2. Deste álbum do Picasa vc pode copiar e estou postando algumas no facebook também, pode me adicionar no face que poderá pegar as fotos procura por valdete sousa. Abraços!!!

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O grupo de Teatro Wankabuki surgiu na Universidade Federal de Rondônia, em agosto de 2003, começaram as reuniões aos sábados no auditório da Unir.O primeiro espetáculo montado pelo grupo foi Morte e Vida Severina uma adaptação do texto de João Cabral de Melo e Neto, feita por Luiz Antônio de Araújo.Em seguida, o grupo montou A Lenda da Ecologia texto do Prof. Oswaldo Gomes que estreou em 20 de julho de 2005. A peça participou do Festival de Teatro Coração de Rondônia, no município de Ji-paraná em agosto desse ano.Em 2006 são montados mais dois espetáculos: Vai, Carlos! Ser Gauche na vida que estréia em 07 de abril e Tragédia no lar apresentado pela primeira vez na escola Wilson Camargo para os alunos do período noturno. Os dois espetáculos são adaptações das poesias, respectivamente, de Carlos Drummond de Andrade e Castro Alves. Em 2009, estreia Perdidos na Floresta texto de Antero de Sales e o grupo inicia os trabalhos para se institucionalizar, em janeiro de 2010, o grupo de Teatro Wankabuki consegue seu registro, com a Razão social de ATEW - Associação de Teatro e Educação Wankabuki.







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