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"A finalidade da arte é dar corpo à essência secreta das coisas, não é copiar sua aparência. (Aristóteles)






segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Agosto das Artes em Vilhena

Músicos Bira Lourenço e Catatau na Praça do Shopping     Foto: Nettu Regert
Agosto das artes, o município de Vilhena recheado de cinema, teatro, música e muita diversão.

Durante todo o mês de agosto ocorreram diversas atividades culturais no município de Vilhena, promovidas pelo SESC/RO. No início do mês, nos dias 10 e 11 ocorreram as apresentações do projeto Sonora Brasil que trouxe à Praça do Shopping dois grupos de música regional: O grupo Sons da Beira(RO) e o Grupo Samba Raízes de Tocos(BA). Na semana seguinte, iniciou-se a Mostra Pré-Silic de Cinema e Literatura que exibiu no auditório da Universidade Federal de Rondônia, durante três dias:18,19 e 20, quatro filmes : Palavra (En) cantada, um documentário sobre a relação poesia/música; Rio de Janeiro-Minas uma Ficção baseado em um episódio do livro Grande Sertão: Veredas de Guimarães Rosa, Mutum um filme de ficção construído através de um capítulo do livro Campo Geral de Guimarães Rosa; e Poesia, o drama de uma mulher que renasce após entrar em um curso de poesia, mas volta a chocar-se com as crueldades da vida.

Dholiman Balestrin e Valdete Sousa em O dragão de Macaparana     Foto: Nettu Regert 
Para finalizar a semana cultural, nos dias 22 e 23 ocorreram apresentações de Leituras Dramatizadas, resultados da Oficina do Projeto Leituras em Cena oferecida aos atores da cidade nos dias nos dias 05, 06 e 07 de agosto pela dramaturga Maira Jeannyse(RJ). Os textos apresentados nesse  ciclo de leituras foram de autoria de escritores rondonienses: no dia 22 foram lidos O Dragão de Macaparana, dramaturgia de Fabiano Barros com direção de Valdete Sousa e elenco: Bráz Dy Vinnuh, Elieldo Paes, Everton Barbosa, Dholiman Balestrin e Já passa das oito, dramaturgia de fabiano Barros e direção de Dholiman Balestrin e elenco: Evelys Destro, Kátia Gondin, Débora Azevedo. 

 Bráz Dy Vinnuh e Fernando Júnior em Memórias da Carne    Foto: Nettu Regert
No dia 23 a programação contou com três  textos, Em Pé de Guerra, dramaturgia de Bráz Dy Vinnuh e direção de Celso Gayoso e elenco: Geissy Reis e Dholiman Balestrin; Memórias da Carne, dramaturgia de Fabiano Barros e direção de Celso Gayoso e elenco: Bráz Dy Vinnuh e Fernando Júnior; e Magdala, dramaturgia de Francis Madson e direção de Dennis Weber e elenco: Gabriele Moraes, Jeferson Batista, Kharem Bridi, Keslley Júnior, Maycon Moura e Helen Cristina na operando luz e som em todas as leituras.

   Kharem Bridi e Maycon Moura em Magdala     Foto: Nettu Regert

Toda essa programação, proporcionou a união entre os atores da cidade que resolveram realizar uma mostra, no domingo(25), com o filme Evoé: Retrato de um Antropófago que trata da obra de Zé Celso Martinez e das ações do grupo de teatro Oficina. Após a exibição do filme ocorreu uma discussão sobre a a obra e as ações realizadas por grupo locais. A exibição contou com atores de três grupos de teatro diferente e ocorreu no espaço do Ponto de Cultura Cone Sul Plural.

Atores e diretores participantes da leitura em discussão ao final da atividade


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

VI Festival Amazônia Encena na Rua - a participação dos mineiros

Relatos de Mariana Arruda do Grupo Maria Cutia sobre sua primeira vez no Amazônia Encena na Rua 2013

Na última semana, Porto Velho, Rondônia, tornou-se a capital brasileira do teatro de rua. A grande Arena Madeira Mamoré foi palco do 6o. Festival Amazônia Encena na Rua e recebeu  grupos de teatro de rua de São Paulo, Porto Alegre, Brasília, Sorocaba, Cuiabá, Belém... e esses mineiros mambembes que adoram se aventurar com seu teatro cheio de "uais" e "trens" por esse Brasilzão.


Na maior responsabilidade (será que esses jecas aqui mereciam tanta honra?), fizemos a abertura do festival com o CONCERTO EM RÉ. E era tanta emoção que até São Pedro se rendeu às loucuras de Baco e mandou um inverno pesado pro calor amazônico, saudando a chegada do festival. Nosso rock foi aquecido pelas gargalhadas do público e, juntos, nos deliciamos com o super-macho Silas (que não "vaSILAS" no teste de macheza) e cantamos nota por nota do Real, todos os bichos que vivem no nosso dinheiro. Pra se ter uma ideia do frio da noite, os gaúchos do Oigalê tiveram que cancelar o espetáculo. Notícia de jornal que a gente só vê na Amazônia: "Gaúchos enfrentam frio em Rondônia".


Abertura do Festival

Nosso "fã-clube" rondonense, completamente enlouquecido, é tão lindo e louco que deixa a gente sentir que somos mesmo a banda de desconhecidos mais famosa do mundo. Foi tanto autógrafo, tanta foto, tanto abraço, tanta palma que nem o frio atrapalhou o calor do público. Begônia, ao final, ganhou flores jogadas da platéia - era o que faltava pra sentir-se completamente diva. Chicão, sonhador e criador do festival, ainda comete a insensatez de ceder-lhe a coroa do seu reino imaginário e a palhaça, por uma noite, torna-se rainha (ou boba?) da corte de Porto Velho. Ousada, Begônia ainda atravessa o rio Madeira pra reinar (e palhaçar) por lá, ao lado de Quixote - cavaleiro de rua que ao lado do seu gari, Sancho, aventura-se na comunidade ribeirinha de São Sebastião. O Circo Mínimo, de SP, nos presenteou com sua tão urbana versão de Dom Quixote, feita ali, na beira do Madeira, prum povo tão simples e cheio de doçura no olhar. E encheu o nosso coração de fazer o NA RODA lá um dia.    

Begônia - rainha (ou boba?) da corte de Porto velho - capital do teatro de rua

Pelas manhãs, na beira do Rio Madeira, aconteciam nossos encontros com os artistas da cidade e do festival, na oficina brincante. Voltamos com um tantão de novas canções que aprendemos com os atores do Pará - gente que brinca tanto, tanto, que mesmo quando cresce ainda deixa brilhar a brincadeira na pele, na cabeça e no coração.

Grupo de brincantes com cara de Seu Matias na beira do Rio Madeira
Toda tarde, o festival promovia debates entre os grupos convidados. Juntos pensamos no ofício do artista de rua, na política pública cultural de cada cidade e compartilhamos histórias, ideais, sonhos e realidades. Há quem use microfone, a quem escolhe não usar. Há quem vai pra rua sem precisar de alvará, há quem pague taxa pra fazer seu espetáculo na praça. E adivinha qual é a única cidade que se paga taxas e se precisa de alvará pra artista de rua?  Quem for amigo do prefeito, avise a ele que é só aqui em Belo Horizonte é que é isso, tá?

Filosofia do espetáculo "João Pé-de-Chinelo", do Grupo Manjericão/RS

Nosso Shakespeare, com moldura de serragem dourada, ganhou a Arena Madeira Mamoré no segundo dia de festival. O público, cheio de delicadeza, calou-se pra ouvir cada detalhe do texto. COMO A GENTE GOSTA fez a gente rir e suspirar juntinho com a platéia, neste tempo e espaço paralelo pra onde o teatro nos transporta. E uma história contada e cantada assim em sintonia com o público é o maior presente que um ator pode viver.

COMO A GENTE GOSTA no segundo dia do Festival
NA RODA foi brincado no último dia de festival. Dia em que a arena estava mais cheia e a temperatura mais quente. E brincamos e cantamos, cheiinhos deste sotaque de Minas. Numa grande roda, cheia de artistas de todo Brasil de mãos dadas com esse público lindo, encerramos nossa participação no Amazônia Encena na Rua.

NA RODA no último dia do Festival
Esse tal teatro é mesmo a arte do encontro. Encontro com outros que como nós, escolheram o teatro como vida e a rua como palco. E conviver, conversar, rir e reclamar com outros artistas, faz a gente perceber que tem um tanto de trem diferente de um estado pra outro, mas um tantão de trem igual também. As bobagens dos meninos do Nativos Terra Rasgada de Sorocaba - que fazem chacota de qualquer gaguejadinha de uma mineira -, a brutalidade dos gaúchos do Oigalê  - que enfrentam e encantam o público com aquele vozeirão sulista, sem microfone, sem nada -, a força política dos Pavanelli - que, com as experiências que vivem em SP, vão dando exemplo pra gente lutar por aqui -, a alegria brincante dos Madalenas - que vai levando o encanto de Belém por onde passam -, a poesia do Tibanaré - lá de Cuiabá, num teatro delicado e sensível -, a coragem e força do Zé Regino, do Celeiro das Antas, e do Márcio, do Manjericão, que sozinhos enfrentaram aquela arena toda. 
O fato é que sempre que encontramos com toda a equipe de O Imaginário (coletivo de arte de Porto Velho) e observamos um trabalho feito com tanto, tanto, carinho e cuidado, sem qualquer apoio do estado ou do município, faz a gente pensar que o teatro é mesmo uma religião, uma família, um ato político, uma bacia que mistura o sensível e o provocador, o trágico e o cômico. Esse povo de Rondônia faz a todo tempo a gente repensar nosso trabalho, nossas vontades, nosso mundo, nossa arte e nossas vidas. E pra quem não conhece o tal do Chicão Santos, procure conhecer, porque o trabalho deste homem do teatro deveria ser aplaudido por todo o Brasil.

NA RODA do alto da Arena

Por fim, falemos do público. Gente que ama teatro, que tem fome de arte e que ocupa a Arena Madeira Mamoré, faça frio ou calor, com cobertor ou com leque, pra rir ou pra chorar. Plateia generosa, aberta ao jogo do teatro que é feito 50% por parte dos artistas e a outra metade pela cumplicidade com o público. Eram 3 espetáculos por noite, com linguagens artísticas diferentes e o público, firme e forte, construindo cada um deles junto com a gente. 


Obrigada pelo carinho mais uma vez, Rondônia! E só temos a dizer que vai ser sempre um prazer sem tamanho voltar a essa terra linda. E que, em breve, a gente festeje um novo encontro, nesta arena, na beira do Madeira. 


Viva o teatro de rua!

Fonte: Blog do Grupo Maria Cutia

Goloso, Jujubinha e Paçoquinha em Cerejeiras


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O grupo de Teatro Wankabuki surgiu na Universidade Federal de Rondônia, em agosto de 2003, começaram as reuniões aos sábados no auditório da Unir.O primeiro espetáculo montado pelo grupo foi Morte e Vida Severina uma adaptação do texto de João Cabral de Melo e Neto, feita por Luiz Antônio de Araújo.Em seguida, o grupo montou A Lenda da Ecologia texto do Prof. Oswaldo Gomes que estreou em 20 de julho de 2005. A peça participou do Festival de Teatro Coração de Rondônia, no município de Ji-paraná em agosto desse ano.Em 2006 são montados mais dois espetáculos: Vai, Carlos! Ser Gauche na vida que estréia em 07 de abril e Tragédia no lar apresentado pela primeira vez na escola Wilson Camargo para os alunos do período noturno. Os dois espetáculos são adaptações das poesias, respectivamente, de Carlos Drummond de Andrade e Castro Alves. Em 2009, estreia Perdidos na Floresta texto de Antero de Sales e o grupo inicia os trabalhos para se institucionalizar, em janeiro de 2010, o grupo de Teatro Wankabuki consegue seu registro, com a Razão social de ATEW - Associação de Teatro e Educação Wankabuki.







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