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"A finalidade da arte é dar corpo à essência secreta das coisas, não é copiar sua aparência. (Aristóteles)






segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Festival Amazônico encanta o público Vilhenense

Junior Lopes em "Tabule"              FOTO: Valdete Sousa
Os três dias foram marcadas por risos e muita reflexão.
O grupo de Teatro Wankabuki trouxe para Vilhena/RO de 6 a 8 de agosto o I Festival Amazônico de Monólogos e Cenas Breves. O evento contou com apresentações de dez peças de Rondônia e Mato Grosso, oficinas teatrais e Seminário que teve debates sobre o teatro na educação básica e a cena amazônica. Todas as atividades aconteceram no campus local da Universidade Federal de Rondônia e a programação inteira foi gratuita.
Mesa Redonda "O Teatro na educação básica"  FOTO: Valdete Sousa
Foram duas oficinas: "Dramaturgia do Ator" ministrada pelo professor Luiz Daniel Lerro, do curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Rondônia (Unir) e "Confecção e manipulação de formas animadas", ministrada pela arte-educadora Lucimar Ribeiro Rodrigues. Na tarde do dia 06 ocorreu uma mesa redonda, com participação de educadores, universitários e artistas com o seguinte tema "Teatro na Educação Básica" e na tarde do dia 07 uma roda de conversa entre os artistas participantes do Festival para discutir os caminhos da cena amazônica.
Oficina de Formas animadas       FOTO: Valdete Sousa
As apresentações foram abertas às 19h30 pelas atrizes Vilhenenses Isabela Tabalipa e Lih Souza com a cena breve "Reflexo". A noite seguiu com a comédia "Dolores da Madrugada” com Edimar Olic do Grupo Risoterapia de Cacoal/RO. Fechando a noite o ator Júnior Lopes, da Cia Peripécias, de Porto Velho, encantou o público com o monólogo “Tabule”. A primeira noite foi marcada por espetáculos que traziam inquietações femininas para a cena: conflitos internos, submissão, abusos, o universo femininos visto por diversos pontos de vista.
Isabela Tabalipa e Lih Souza em "Reflexo"  FOTO: Valdete Sousa
A segunda noite foi conduzida por jovens artistas, quatro apresentações de atores com idade entre 16 e 25 anos. A cena que abre é "La Cartomante" com Amanda Bueno, de Porto Velho, seguida por "O amor de Colombina" espetáculo mimético com interpretação dos atores Elieldo Paes, Tainá Sousa e Maycon Moura de Vilhena/RO. As apresentações segue com “Anjo da Luz”, do ator Luiz Antônio Freitas do Teatro Extremo de Primavera do Leste (MT). E fechando a noite Rafael Barros presenteou o público com “TRANSformação” do Núcleo Atores Ativos de Porto Velho.
Amanda Bueno em "La Cartomante"    FOTO: Valdete Sousa

A última noite de espetáculos inicia-se com uma cena criada pelos alunos das oficinas oferecidas no Festival, uma ciranda dançada com o público e Laura, a boneca gigante. Em seguida o público conferiu "Até que uma vaca nos separe” do Grupo Risoterapia de Cacoal com os atores Carina Andrade e Edimar Olic. Seguido da Cia Peripécia de Porto Velho, com a breve cena "Sobre remansos e barrancos" que trouxe toda a energia dos alunos do curso de extensão do Departamento de Artes da UNIR de Porto Velho. Fechando o Festival, o espetáculo "Já passa das oito" com as atrizes Valdete Sousa, Lu Rodrigues, Taina Sousa e Elieldo Paes, do Grupo de Teatro Wankabuki.
Rafael Barros em "TRANS formação"   FOTO: Valdete Sousa
Em todas as noites, após as apresentações ocorreram debates em que os artistas explicaram o processo de criação de cada espetáculo, abrindo espaço para que o público pudesse tecer comentários, perguntas, críticas ou elogios, como forma de contribuição para as cenas apresentadas, pois algumas das cenas participantes estão em processos de criação constante sendo de muita valia a contribuição do público. 

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O grupo de Teatro Wankabuki surgiu na Universidade Federal de Rondônia, em agosto de 2003, começaram as reuniões aos sábados no auditório da Unir.O primeiro espetáculo montado pelo grupo foi Morte e Vida Severina uma adaptação do texto de João Cabral de Melo e Neto, feita por Luiz Antônio de Araújo.Em seguida, o grupo montou A Lenda da Ecologia texto do Prof. Oswaldo Gomes que estreou em 20 de julho de 2005. A peça participou do Festival de Teatro Coração de Rondônia, no município de Ji-paraná em agosto desse ano.Em 2006 são montados mais dois espetáculos: Vai, Carlos! Ser Gauche na vida que estréia em 07 de abril e Tragédia no lar apresentado pela primeira vez na escola Wilson Camargo para os alunos do período noturno. Os dois espetáculos são adaptações das poesias, respectivamente, de Carlos Drummond de Andrade e Castro Alves. Em 2009, estreia Perdidos na Floresta texto de Antero de Sales e o grupo inicia os trabalhos para se institucionalizar, em janeiro de 2010, o grupo de Teatro Wankabuki consegue seu registro, com a Razão social de ATEW - Associação de Teatro e Educação Wankabuki.







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